Palavra do Presidente

Conselho Empresarial Brasil-Rússia é reativado

Após diversas tratativas coordenadas pela Câmara Brasil-Rússia ao longo dos últimos meses com representantes de entidades e empresas brasileiras do setor privado, em anuência e concordância com o Itamaraty e o governo da Federação da Rússia, finalmente concluiu-se o processo, e serão retomadas as atividades do Conselho Empresarial Brasil-Rússia, que passa a ser presidido pelo líder da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, também membro do Conselho Superior da Câmara Brasil-Rússia.

As atuação do Conselho, que terá suporte contínuo da Câmara Brasil-Rússia, através de seus Comitês Executivos, será retomada no âmbito das reuniões da X Comissão Intergovernamental de Cooperação (CIC) Brasil-Rússia, que se reúne nos dias 22 e 23 de Maio, em Brasília. Na ocasião, as Partes brasileira e russa dos Conselhos Empresariais voltará a se reunir na manhã do dia 22, após um longo hiato.

Na reunião preparatória para a CIC Brasil-Rússia, realizada em São Paulo no dia 17 de Abril, na sede da ABPA, foi deliberado que ambos os Conselhos buscarão dispositivos para elevar o patamar das relações comerciais entre o Brasil e a Rússia. O Diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, Orlando Leite Ribeiro, frisou a necessidade de que existam avanços nos investimentos bilaterais. Por sua vez, o Presidente da Câmara Brasil-Rússia, Gilberto Ramos, enalteceu o papel que os bancos de fomento – BNDES e Vnesheconombank – têm nessa direção, pois cumprem um papel crucial. Ramos salientou também a necessidade de que Brasil e Rússia se utilizem de plataformas para divulgar de forma mais adequada suas imagens institucionais, tais como a Cultura, os Esportes e o Turismo, que exercem uma importância estratégica para o incremento das relações bilaterais, lembrando que 2017 é o aniversário de 100 anos da Revolução Russa, e alguns eventos estão sendo viabilizados com apoio da Câmara Brasil-Rússia. Ainda frisou a realização da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, megaevento que deverá ser utilizado para incrementar as relações bilaterais no turismo exportativo e receptivo. O presidente da entidade informou que diálogos vêm sendo efetuados com empresas aéreas estrangeiras, para a criação de voos em “code-share”, o que barateará bastante o custo das passagens, diante da inexistência de linhas diretas entre os dois países.  

O Embaixador da Rússia no Brasil, Sergey P. Akopov, expressou sua satisfação com as palavras ditas por todos os presentes na reunião, em especial, no que toca à reativação do Conselho Empresarial Brasil-Rússia. Segundo ele, a iniciativa privada deve ser a locomotora das atividades deste Conselho.  Akopov afirmou que é essencial que haja a promoção das relações econômicas e comerciais. Agradeceu, em seguida, as palavras de Francisco Turra sobre a posição da Rússia, no que se refere ao incidente com a carne brasileira. Segundo ele, a parceria Brasil-Rússia nem sempre foi muito fácil, e hoje os russos conhecem muito bem a qualidade da carne brasileira. A posição russa foi muito calma e tranquila, pois sabe-se que a carne brasileira é fornecida à Rússia há muitos anos, e espera-se que, no futuro, essa relação intensa continue entre os países.  Com relação ao comércio, o embaixador russo entende que os dois países precisam passar a um nível de cooperação tecnológica, pois isso trará possibilidades para a  criação de novos projetos também na área de agricultura, especialmente nos segmentos que envolvam itens de maiores valores agregados e inovações tecnológicas, bens de capital e na  infraestrutura.

Segundo o consenso de todos os presentes, a grande tarefa é a de se realizar uma aliança estratégica para o futuro, e a agricultura e produção de carnes não ficam de fora dessa vertente.  É imprescindível, portanto, que novos sejam consolidados novos projetos de cooperação tecnológica, científica, cultural, educacional, sem exclusão de outros domínios.

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