POLÍTICA
EXTERNA RUSSA PERMANECE INALTERÁVEL
Dmitri Kossyrev, observador político
da RIA "Novosti"
A nomeação de Serguei Lavrov
para o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros
e a mudança para o Kremlin do antigo chefe da diplomacia
russa, Igor Ivanov, significa a disposição
do Presidente de manter a linha política externa
russa. Pelos vistos, o rumo político da Rússia
na arena mundial não requer mudanças radicais.
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PODERÁ
O NOVO GOVERNO TORNAR-SE INSTRUMENTO EFICAZ DE CRESCIMENTO
ECONÓMICO?
Yuri FILIPPOV, observador político
da RIA "Novosti"
Cinco
dias antes das eleições presidenciais marcadas
para 14 de Março, o Presidente da Rússia,
Vladimir Putin, não só substituiu o Governo,
mas também o reformou cardinalmente. De acordo com
a Constituição da Rússia, o Governo
federal renuncia às suas funções depois
da eleição do novo Presidente, portanto, seja
como for, o Governo devia ser demitido. Atualmente esta
será uma simples formalidade. Como declarou o Presidente,
depois das presidenciais, as pessoas nomeadas para os cargos
de ministros serão automaticamente aprovadas de novo.
Fazendo em 2003 a sua mensagem à Assembléia
Federal, Putin colocou a ambiciosa tarefa de duplicar em
dez anos o Produto Interno Bruto e graças a isso
acabar com a pobreza que somente segundo as estatísticas
oficiais afeta de um terço a um quarto dos habitantes
da Rússia.
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A
RÚSSIA E O OCIDENTE
Viktor
Kuvaldin, cientista político da Fundação
Mikhail Gorbachev
O rol de acusações lançadas pelo Ocidente
contra a Rússia tem-se mantido o mesmo ao longo dos
últimos anos. As principais são as seguintes:
a violação da liberdade de imprensa; o caso
YUKOS; a ingerência violenta do Estado nos assuntos
econômicos; a desigualdade de condições
dos partidos políticos nas campanhas eleitorais;
a situação na Chechênia e a política
da Rússia em relação à Geórgia
e às outras ex-repúblicas soviéticas.
A estas acusações acrescentam-se, às
vezes, novas, em função da situação.
A mais recente foi a de "atentado à democracia".
Assim interpretaram no Ocidente o fato de a maioria parlamentar
não ter desejado partilhar com as outras bancadas
parlamentares os cargos dirigentes da Duma de Estado (câmara
baixa do Parlamento russo).
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ÁSIA
APRENDEU A NÃO RECEAR A "CRISE COREANA"
Dmitri
Kossyrev, observador político da RIA "Novosti"
Uma das conseqüências mais importantes e por
enquanto pouco visíveis da segunda ronda das conversações
em Pequim sobre a "crise coreana" foi o fato de
nesta ronda se ter tornado definitivamente claro que os
círculos políticos e de negócios da
Ásia se adaptaram em geral psicologicamente a esta
crise e regressam gradualmente à situação
que tínhamos antes de Outubro de 2002.
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PARA
QUE SÃO NECESSÁRIOS OS DESAFIOS AÉREOS
ENTRE A RÚSSIA E A NATO?
Viktor Litovkin, observador militar da RIA "Novosti"
Na semana passada, um avião A-50 de reconhecimento
e um avião Su-24 MR de reconhecimento naval da Força
Aérea da Rússia realizaram dez vôos
ao longo das fronteiras ocidentais da Rússia e nas
águas neutras do Mar Báltico, perto do litoral
da Estónia, Letônia e Lituânia. Eles
levantaram vôo do aeródromo de Levachovo, nas
proximidades de São Petersburgo, e algumas horas
depois aterraram no aeródromo de Khrabrovo, na Região
de Kaliningrado. Depois de um pequeno descanso os pilotos
regressaram pelo mesmo itinerário.
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QUESTÃO
COREANA PASSOU AO "NÍVEL DE TRABALHO"
Dmitri Kossyrev, observador político da RIA "Novosti"
As conversações multilaterais sobre a Coréia
do Norte, que terminaram na semana passada em Pequim, são
qualificadas de maneira muito pessimista pelos analistas
e de maneira muito optimista pelos seus próprios
participantes.
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RÚSSIA
E EUA NA CEI: CONCORRENTES OU PARCEIROS?
Konstantin Kossatchev, presidente da
Comissão Parlamentar para as Relações
Exteriores
As relações entre a Rússia e os EUA
no espaço da Comunidade de Estados Independentes
(CEI) é uma das mais importantes para o futuro cenário
de desenvolvimento desta parte do planeta. Não é
por acaso que, nos últimos 10 anos, este tema não
sai da agenda dos contactos russo-norte-americanos, independentemente
das preferências dos atuais ou antigos donos do Kremlin
ou da Casa Branca.
Seria lícito perguntar: quem são estes dois
países no espaço pós-soviético?
Parceiros ou concorrentes? E o que é mais importante
nas suas relações - a competitividade ou a
cooperação?
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