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Notícias do Mês - Notícias do Mês
Ter, 29 de Dezembro de 2009 11:09

1. A “Virada Russa”

O ano de 2009 já foi substituído pelo ano de 2010. Em termos econômicos, aliás, sem saudades! A crise econômica, realmente, atingiu a maioria das economias do mundo forçando desempenhos locais menores, em 2009, quando comparados com os resultados econômicos atingidos nos anos anteriores.

Detendo-se a alguns indicadores macroeconômicos da economia da Rússia, podem ser sintetizados os seguintes resultados:

Conforme colocado em Bancroft-Hinchey (2009), apesar da grave crise econômica, uma política (contra a crise) sensata de contenção da despesa pública e um bom programa de investimentos (destacadamente em política social) que protegeu grandes áreas da economia russa e seus postos de trabalho, fez surgir um cenário em que a Rússia pode, mais uma vez, criar perspectivas de taxas de crescimento econômicas surpreendentemente positivas, e isso já em 2010. Só para se ter uma idéia, as autoridades econômicas russas re-projetaram o crescimento do PIB local para 3,1% (em 2009). Ainda no ano passado, a valorização da bolsa russa (Micex – em dólares americanos) foi da ordem de 113,24%.

Vendo-se os dados econômicos russos em perspectiva, deve-se lembrar que a Rússia terminou o ano de 2008 com o crescimento de seu PIB em 6%, após 10 anos consecutivos de crescimento anual médio de 7%. De 2002 a 2008, o crescimento do investimento fixo em capital e da renda pessoal têm, em média e nos dois casos, estado acima de 10%. Durante os últimos dez anos, a pobreza e o desemprego diminuíram de forma constante e a classe média russa se expandiu. A Rússia também melhorou sua posição financeira internacional com a execução dos excedentes da sua balança de pagamentos (isso, desde 2000). Além disso, as reservas cambiais da Rússia estavam em patamar recorde (em meados de 2008). Por outro lado, a dívida externa pública total do país é de cerca de um terço do seu PIB. Mas, o componente de estado da dívida pública externa vem diminuindo. Evidentemente, a crise econômica global também afetou os bancos da Rússia e suas instituições financeiras que enfrentaram problemas de liquidez. Mas, mais uma vez, as autoridades econômicas russas responderam iniciando plano de resgate de divisas para aumentar a liquidez no setor financeiro, ajudando, assim, as empresas nacionais e apoiando o mercado de ações. O governo também divulgou um plano de corte de impostos e outras medidas de ajuda à sua população e às suas empresas. No primeiro ano de seu mandato, o Presidente Medvedev apontou uma série de prioridades econômicas à Rússia, incluindo-se (dentre outras): a melhoria da infra-estrutura, incentivos às inovações, aumento dos níveis de investimento e reforma do sistema fiscal e financeiro.

Todavia, especificamente com relação às inovações, segundo a agência “Voz da Rússia”, “as coisas não andam tão bem no país”. Aplicam-se, na prática, apenas 5% dos projetos desenvolvidos. A principal causa disso são as tentativas de conduzir a política de inovação com base no modelo neoliberal. Isso é um erro. Nenhum país do mundo aplica inovações só por meio dos métodos de economia de mercado. O Estado é sempre primordial e deve lançar um projeto de inovação ilustrativo. Neste contexto, o analista Kalachnikov tem duas propostas. A primeira é criar, nos arredores de Moscou, uma cidade do futuro em que sejam desenvolvidas várias áreas importantes à inovação (tais como a biotecnologia, por exemplo). A sua segunda idéia é criar um sistema nacional de inovações eficaz na Rússia. Para ele, há várias opções promissoras do desenvolvimento baseado em inovações. Tais possibilidades, para a economia russa, são múltiplas: desenvolvimento espacial, inteligência artificial, etc.

Voltando-se às perspectivas econômicas, as autoridades econômicas russas afirmam que, para a economia do país, em 2010, haverá um excedente orçamentário de 1% e valorização cambial do rublo da ordem de 17%. Também, acredita-se que o crescimento econômico médio (por ano) do PIB (a preços constantes) da Rússia seja da ordem de 5%, para os próximos quatro anos.

Agora, falando-se de outro assunto, o Brasil recebeu (em 2009) a mostra VIRADA RUSSA: A vanguarda da coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo. O Centro Cultural do Banco do Brasil apresentou obras inéditas (no Brasil) dos mais renomados artistas da chamada vanguarda russa, vindas diretamente do acervo do Museu Estatal Russo, que reúne a maior coleção de arte russa no mundo. Foram 123 obras, entre telas, cartazes, esculturas e figurinos, que ajudaram a constituir os fundamentos da arte moderna mundial. Obras que expressam a efervescência artística russa na primeira metade do século XX, em que surgiram várias vertentes, tais como: o não-objetivismo, o suprematismo, o construtivismo e o realismo russo. Tratou-se de uma magnífica exposição, realizada nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, tendo demonstrado aos espectadores, certamente, a força da arte russa do início do século passado e sua indubitável relação com os acontecimentos concretos pelos quais passava o povo russo naquela época.

Realmente, não se pode compreender a magnitude de uma virada se a mesma não for remetida ao contexto em que foi produzida e é precisamente o contexto que permite identificar os traços que a distinguem como tal.

Aguardamos (ansiosamente, e para breve) a nova e nascente virada russa!

Feliz 2010!

(por Fred Leite Siqueira Campos, engenheiro, pesquisador, professor e doutor em economia)

2. Política externa russa: perspectivas para 2010, e as relações com o Brasil

O ano de 2009 foi notadamente emblemático para a política externa russa, no que tange as relações bilaterais entre Rússia e EUA, com a nova política externa do governo americano atritos recentes como a questão do programa nuclear iraniano e o estabelecimento do escudo antimísseis na República Tcheca e Polônia regrediram consideravelmente. Com o recuo dos EUA no estabelecimento desses escudos as relações entre ambas as nações puderam ter um desenvolvimento mais positivo diminuindo a tensão que havia na Europa sobre os constantes enfretamentos diplomáticos entre americanos e russos.  Em adição a isso, a questão do racionamento de gás para a Ucrânia por conta da violação pelo lado Ucraniano dos dutos de gás para seu país e o conflito da Rússia contra a Geórgia na defesa da integridade territorial e civil da Ossétia do Sul, conduziram especuladores ocidentais a questionar essas posturas como um ressurgimento da guerra-fria com os EUA, entretanto a Rússia através da gestão de Dimitri Medvedev, comprovou que de fato a Ucrânia desviou gás para o seu território e que a Geórgia praticou atos de violação dos direitos humanos no massacre contra a população da Ossétia e Abkhazia, fato que foi evidenciado pela ONU.

Os EUA perceberam que sua imagem internacionalmente ficou extremamente desgastada pela gestão Bush e naturalmente para se retomar a credibilidade anterior no sistema internacional, Obama teve que reestruturar a dinâmica das relações com as demais nações no intuito de voltar a legitimar suas atitudes e retomar o seu renome, nesse sentido a retomada de um diálogo positivo com a Rússia aliado a incapacidade dos EUA de criticar a ação da Rússia na defesa do povo ossetiano, caracteriza essa aproximação entre as duas nações.

Para 2010 a política externa russa mantém praticamente com a mesma prioridade de relações de acordo com anos anteriores, portanto prioritariamente sua reestruturação econômica e modernização de seu sistema financeiro caracterizam juntamente o fortalecimento da identidade nacional russa um dos principais fatores internos, regionalmente a primeira prioridade e manutenção das relações e dinamismo junto aos países da CEI principalmente com o Cazaquistão e Bielorússia. A segurança regional e as questões caucasianas também se encontram como prioridade além do reconhecimento do status de independência da Ossétia do Sul e Abkhazia. Os EUA entrem na segunda prioridade por questões naturais de ser o grande rival político e parceiro econômico da Rússia, bem como tratar conjuntamente das questões estratégicas na eurásia e oriente médio. A China encontra-se na terceira posição, como estratégica para Moscou e a parceria estratégica compete como o principal elo dessa relação, a União Européia vem na seqüência sendo que a Alemanha e Holanda tradicionalmente se mantém como principais países no relacionamento Rússia-Europa. Já na quinta posição o Oriente Médio, com destaque para o Irã e as posições dos EUA no Iraque e Afeganistão onde a Rússia participara nos diálogos de paz e financiamento e observação do programa nuclear iraniano.

A América Latina enquadra-se na sexta posição tradicionalmente em razão desses países disporem um relacionamento menos próximo com a Rússia por causa da distância geográfica, cultural e política entre eles. Com destaque a Venezuela tem desenvolvido um relacionamento próximo da Rússia principalmente como cliente na compra de armamentos russos.

O Brasil encontra-se em primeiro lugar no relacionamento com a Rússia entre os países latino americanos. Entretanto, nas relações bilaterais encontra-se alguma vontade política para desenvolvimento, mas com poucos avanços práticos: no primeiro trimestre de 2009, as transações comerciais entre Brasil e Rússia tiveram uma corrente de comércio de USD 742 milhões, 48% abaixo do registrado no mesmo período de 2008, em 2009 o superávit foi favorável ao Brasil em USD 380 milhões. Para o Brasil a Rússia encontra-se em 16º lugar de destino de suas exportações, para a Rússia, o Brasil se encontra em 31º lugar.

A pauta dos produtos comercializados entre as duas nações manteve-se sem grandes mudanças, das importações brasileiras da Rússia 65,7% foram de produtos industrializados seja manufaturados ou semimanufaturados e 34,3% de produtos básicos como componentes eletrônicos e produtos químicos, já a Rússia concentra 31% do total em carne bovina, 24% em açúcar bruto, 16% em carne suína in natura, 6% em carne de frango e 5% em tratores. (fonte MDIC-Secex)

Para 2010 o governo Brasileiro busca dinamizar a corrente de comércio exterior para USD 10 bilhões contra os USD 8 bilhões registrados em 2008. As relações políticas e culturais continuarão desenvolvendo, principalmente em razão da atuação do BRIC no cenário internacional.

(por Dimas Mello Alencar – analista econômico e político, mestre em Relações Internacionais)

3. Rússia recebe fábrica da JBS Friboi

O grupo JBS Friboi inaugurou em 2 de fevereiro uma fábrica de produção de hambúrgueres, e uma plataforma de distribuição em Odintsovo, nas proximidades de Moscou (Rússia), de acordo com comunicado encaminhado pela assessoria de imprensa da companhia. O complexo industrial recebeu investimento de 100 milhões de euros. Com a nova fábrica, a italiana Inalca JBS, joint-venture entre a JBS e o grupo Cremonini, espera elevar o seu faturamento em 20% este ano. Em 2009, a Inalca JBS faturou cerca de 140 milhões de euros.

A unidade, que reunirá todas as atividades desenvolvidas pela subsidiária da JBS naquele país, a MARR Rússia, fabricará produtos para o segmento de food service, atendendo principalmente à rede McDonald"s na Rússia, e venderá carne como matéria-prima para outras indústrias de processamento. A unidade tem capacidade de produção de 80 mil hambúrgueres por hora. ""Este novo complexo industrial representa mais uma etapa na construção da nossa plataforma de processamento e distribuição global, reafirmando assim o nosso compromisso de estar cada vez mais perto dos nossos consumidores finais"", disse o presidente da JBS, Joesley Batista.

No final de janeiro, a JBS Friboi e o Banco do Brasil (BB) acertaram um convênio para aumentar o financiamento aos fornecedores de carne bovina do frigorífico. A previsão é receber propostas que somem R$ 10 milhões na fase inicial. O banco JBS, braço financeiro da companhia, será responsável pelas operações. O grupo JBS possui hoje aproximadamente 30 mil fornecedores de carne bovina no Brasil.

 

4. Brasil embarca primeiro carregamento de soja importada pela Rússia

O primeiro carregamento brasileiro de soja saiu em 2 de Fevereiro do porto de Itacoatiara, no Amazonas, rumo a São Petersburgo (Rússia), se consistindo de 24.425 toneladas do grão. “Os russos têm investido na produção de frango e suíno e precisam de insumos. Como o Brasil é um grande fornecedor, essa exportação tem tudo para se consolidar e crescer”, ressaltou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz.

Segundo Kroetz, no último encontro com as autoridades russas, em Berlim (Alemanha), em janeiro deste ano foram resolvidas as barreiras técnicas com o governo russo. “No momento, já temos outro navio carregando no mesmo porto”, informou.

5. Cotas russas para importação de carnes brasileiras aumentam consideravelmente

O governo da Rússia aumentou a cota de exportação de carnes do Brasil. Com isso, em 2010, o país poderá enviar 500% a mais de carne bovina do que no ano passado para o mercado russo, segundo o Ministério da Agricultura (Mapa). A parcela da qual o Brasil faz parte passou de 73 mil toneladas para 448,3 mil toneladas. No entanto, a Abiec informou que não tinha conhecimento da medida.

O secretário de Relações Internacionais de Agronegócio do Mapa, Célio Porto, explicou que, no sistema de cotas russo, o Brasil integra classificação geral denominada "Outros Países". O presidente da ABEF, Francisco Turra, informou que o setor solicitará à Rússia criação de faixa específica para o Brasil. "Houve sinalização de que eles querem comprar mais, mas achamos que o Brasil deve ter cota de país favorecido." A parcela acessada pelo país para embarcar frango cresceu 188%, passando de 12,4 mil toneladas em 2009 para 35,7 mil t e m 2010.

Para a carne suína, a cota acessada pelo Brasil teve aumento de 6% e passou de 177,5 mil toneladas para 189,6 mil toneladas. (“Notícias Agrícolas” – 11.01.2010)

6. Analistas prognosticam alta de preços e escassez da carne de frango no mercado russo

Analistas de mercado consideram que o banimento da carne de frango americana do mercado russo levará à escassez de oferta e ao aumento dos preços. Segundo eles, o volume de 600 mil toneladas que os EUA deveriam vender não poderá ser substituído pelo similar russo. No melhor dos casos, os produtores russos aumentarão seus volumes em no máximo 300 mil toneladas.

O chefe do setor de relações agrárias do Instituto de Economia de Academia de Ciências da Rússia B. Frunkin, por exemplo, disse: “No futuro se poderá até renunciar a estes fornecimentos. Também poderíamos diversificar nossas compras e adquirir frango não só nos EEUU, mas no Brasil também, mas isto exige alguns esforços, o redirecionamento de contratos, etc., mas o brusco banimento de um volume tão grande terá por conseqüência no curto prazo a redução da oferta no nosso mercado, coisa que obviamente levará a um aumento de preços. E ele será  mais segmento que apresenta os preços mais altos ou seja, o que é ocupado pelo produto nacional”.

Já o proprietário do grupo “Optifood” e presidente da comissão governamental russa para desenvolvimento do complexo agro-industrial Ivan Obolentsev considera que “a Rússia poderá enfrentar certa escassez no final do primeiro trimestre, ou no início do segundo, caso não seja encontrada uma solução para o impasse com os EUA. Será bastante complicado reorientar em curto prazo o mercado mundial para suprir a Rússia com as quantidades de que ela necessita. E, para ser sincero, simplesmente não há no mercado mundial quantidades disponíveis que possam ser redirecionadas facilmente para nosso país”.

Apesar das reuniões ocorridas em Moscou em meados de janeiro não terem levado ao fim do impasse, os contratos entre americanos e russos continuam. No início de fevereiro, o ministro dos negócios estrangeiros da Rússia S. Lavrov reuniu-se, em Londres, com a Secretária de Estado dos EUA H. Clinton. Ao final do encontro, Lavrov informou que a questão do frango foi debatida, e manifestou “a esperança de que o litígio será sanado em breve”.

7. Alimentos: Rússia estimula produção doméstica

O presidente russo Dmitri Medvedev aprovou em 1º de fevereiro um plano para impulsionar a produção doméstica de alimentos e reduzir a dependência do país das importações. O objetivo do plano é elevar a produção russa de grãos para 95% da demanda do país, a de açúcar para 80%, a de óleo vegetal para 80%, a de carnes e derivados para 85%, lácteos para 90% e de pescados e derivados para 80%.

A meta de uma produção doméstica de 95% da demanda de grãos parece ser realista, uma vez que a Rússia, grande importadora de grãos durante o período soviético, conseguiu ampliar a produção nos últimos anos e se transformou em exportadora. A expectativa é de que a venda de grãos para outros países alcance 38 milhões de toneladas em 2015.

A produção de carne também cresceu de forma constante nos últimos anos. Segundo a ministra da Agricultura Elena Skrynnik, a produção doméstica de carnes cresceu 14% para 3,3 milhões de toneladas ano passado, fazendo as importações recuarem 20%.

O grande gargalo da Rússia no setor de carnes hoje é na produção de frango, ainda insuficiente. Para analistas, a política da Rússia para o setor de alimentos parece coincidir com o recente anúncio do país de proibir as importações de frango dos EUA, num aparente movimento para estimular a produção.

A Rússia suspendeu as importações do produto americano no começo deste ano, quando entrou em vigor regra proibindo o uso de cloro na higienização da carcaça das aves. O método é utilizado nos EUA, que forneceu 22% do frango consumido na Rússia ano passado.

 

Medvedev faz balanço dos resultados obtidos no setor agropecuário russo em 2009

O presidente da Rússia e a ministra da Agricultura E. Skrinnik apresentaram um balanço dos resultados obtidos pelo setor agropecuário do país em 2009. Medvedev mostrou-se satisfeito e anunciou que “o setor, neste ano de crise, apresentou os melhores resultados entre todas as estruturas da economia russa”.

Srinnk, por seu lado, salientou que o setor agrícola apresentou crescimento de 1,2% ano passado, puxado principalmente pela produção de lácteos e de carne. Segundo ela, o volume de carne de frango produzido no país cresceu 13%, enquanto o de carne suína cresceu 7%. Com isso, a parcela ocupada pelos importados no mercado local foi reduzida de 32 para 25% durante 2009. Medvedev salientou que agora é necessário também dedicar-se ao desenvolvimento do setor de carne bovina.

Os dois aproveitaram o evento para anunciar que em breve será publicada a “Doutrina de soberania alimentar da Rússia”, documento que, entre outras coisas, estabelece metas para o setor de carne do país. A principal delas é fazer com que em cinco anos o país passe a produzir localmente entre 85 e 90% de toda carne que é consumida na Rússia.

8. Rússia deverá desistir da distribuição das cotas de importação de carne com leilões

O diretor do departamento de analise e regulação da área de comércio exterior do ministério do desenvolvimento econômico da Rússia (MDE) Aleksey Likhachev informou á imprensa que o órgão é contrário á proposta do Serviço Anti- Monopólios Federal de distribuir cotas de importação de carne através de leilões. O funcionário disse que já foi tornada a decisão de não recorrer a este mecanismo em 2010 porque ele não continuará para a saúde do mercado e, além do mais, trará por conseqüências o aumento dos preços. “O bônus recebido pelos possuidores de cotas tem um valor que fica entre 1 bilhão de dólares e 1 bilhão de Euros. É uma ilusão imaginar que possamos recuperá-lo com a ajuda de leilões” – declarou Likhachev.

“Caso nossos analistas cheguem á conclusão de que será possível distribuir parte das cotas de 2011 através de leilões, estaremos cientes de que não poderemos arriscar distribuir 30% delas via este mecanismo. Serão no máximo 10 – 15%” – enfatizou o representante do MDE.

9. Burger King entra na Rússia, 20 anos após o McDonald's

A cadeia norte-americana de hamburgueres Burger King abriu os seus dois primeiros restaurantes na Rússia, vinte anos depois do seu principal rival, a McDonald`s, ter entrado naquele mercado.

O Burger King inaugurou em 25 de janeiro o segundo restaurante, situado no centro de Moscou, depois de ter aberto o primeiro espaço no dia 21 de janeiro, no noroeste da cidade.

A entrada naquele mercado «é parte do nosso plano global de aumentar a presença da nossa marca nos mercados europeus em que já actuamos e em novos mercados estratégicos», disse à Associated Press o presidente da marca na Europa. Kevin Higgins referia-se, principalmente, ao Leste europeu onde, no último ano, a cadeia abriu 16 unidades: duas na Hungria, oito na Polônia, quatro na República Tcheca, e duas na Roménia.

O Burger King segue os passos da maior cadeia de restaurantes do mundo, o McDonald`s, que entrou na Rússia em 1990 e tem, atualmente, 235 unidades naquele país.

10. Documentos de Boris Berezovsky apreendidos no Brasil serão entregues à Rússia

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, confirmou decisão que autorizava a Justiça Federal a entregar à Justiça da Rússia documentos e equipamentos do russo Boris Abramovich Berezovsky apreendidos no Brasil em 2006.

Sócio da Media Sports Investment (MSI) no Sport Club Corinthians Paulista de 2004 a 2007, Boris Berezovsky é acusado de crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no Brasil, e também está sendo investigado na Rússia.

A defesa de Boris Berezovsky entrou com um Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal para tentar impedir a entrega de documentos e computadores apreendidos do empresário às autoridades russas. A ordem para entregar os documentos e equipamentos foi do juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, atendendo a pedido do Ministério Público da Federação Russa.

Os advogados de Boris Berezovsky sustentaram que a ordem de entrega dos equipamentos não poderia partir de um juiz federal de primeira instância, mas pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme o artigo 105, inciso I, alínea ‘i’ da Constituição brasileira, que trata da homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias.

Contra a ordem do juiz Fausto de Sanctis , a defesa de Boris Berezovsky entrou com reclamação no Superior Tribunal de Justiça, alegando a usurpação da competência daquela Corte para deliberar sobre cooperação internacional.

Além da usurpação da competência do STJ para decidir sobre o cumprimento dos pedidos de cooperação internacional, a defesa de Berezovsky também alegou constrangimento ilegal, invasão de privacidade, falta de citação do empresário russo sobre a decisão e de fundamentação para o recolhimento dos equipamentos e violação dos princípios constitucionais do juízo natural, da ampla defesa e do contraditório.

O relator concedeu liminar e impediu a execução da decisão da Justiça Federal paulista, mas o colegiado do STJ julgou a Reclamação improcedente, derrubou a liminar e manteve a decisão do juiz Fausto de Sanctis, que determinou a entrega dos notebooks às autoridades russas.

Ao questionar esta decisão no Supremo Tribunal Federal, a defesa do empresário russo alegou constrangimento ilegal, invasão de privacidade e falta de citação sobre a decisão. Os advogados de Boris Berezovsky pediram, também, através de Habeas Corpus, que a Embaixada da Rússia não remetesse as provas às autoridades russas.

Mas o ministro Celso de Mello negou a liminar por entender que a Suprema Corte de Justiça Brasileira não pode ordenar que missões diplomáticas estrangeiras submetam-se à jurisdição nacional. Ele explicou que apesar do caráter ilimitado do exercício da jurisdição, ele é regido pelo princípio da territorialidade, o que significa que há “situações, pessoas, órgãos ou instituições imunes à incidência do poder jurisdicional dos magistrados e tribunais brasileiros”.

De acordo com o ministro, “falece poder, ao Supremo Tribunal Federal, para impor, a qualquer Legação diplomática estrangeira em nosso País, o cumprimento de determinações emanadas desta Corte, tendo em vista a relevantíssima circunstância de que não estão elas sujeitas, em regra, ressalvadas situações específicas à jurisdição do Estado brasileiro”.

O ministro Celso de Mello negou a liminar por entender que o STF não pode ordenar que missões diplomáticas estrangeiras submetam-se à jurisdição nacional. Ele explicou que apesar do caráter ilimitado do exercício da jurisdição, ele é regido pelo princípio da territorialidade, o que significa que “há situações, pessoas, órgãos ou instituições imunes à incidência do poder jurisdicional dos magistrados e tribunais brasileiros”.

11. BRICs ainda estão longe da liderança global, diz Financial Times

Países ainda não estão prontos para liderar uma mudança, diz jornal. Publicação compara países a uma onça, um urso, um tigre e um panda.

Coloque uma onça, um urso, um tigre e um panda juntos e você poderá ter um bom espetáculo, mas não terá uma vida sossegada.

 

Essa é a definição do jornal "Financial Times" para a situação dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), na série especial preparada pelo jornal britânico sobre o grupo dos principais emergentes do mundo.


Na avaliação do FT, apesar do consistente avanço econômico dos últimos anos, esses países ainda não estão prontos para liderar uma mudança do centro de poder global, principalmente em razão das fortes diferenças existentes entre eles. 

 

"Uma década de crescimento rápido não é suficiente para os BRICs pegarem o bastão da liderança econômica global dos EUA e da Europa, diz o FT. O grupo pode ter surpreendido o mundo com o seu progresso nos últimos dez anos, mas será preciso uma melhora qualitativa, assim como mais crescimento, para consolidar a mudança de poder, avalia a publicação.


Conforme o banco Goldman Sachs, que inventou o acrônimo BRIC, a China deve se tornar a maior economia mundial antes de 2030. Atualmente, o grupo já tem a maior fatia do comércio. 

 

Ascensão

 

O movimento é reconhecido pelos investidores: as ações dos BRICs encerraram a década valendo mais que o dobro de 2005, diz o jornal. Há uma década, apenas um deles tinha grau de investimento, hoje todos têm. Há 12 anos, o default da Rússia e a crise cambial brasileira balançavam o mundo, agora esses países acumulam vastas reservas.


O desempenho levanta questionamentos sobre uma mudança do centro de gravidade da economia e governança globais. "É este o centro de rotação como aconteceu na Segunda Guerra Mundial, quando os confiantes e inovadores EUA colocaram de lado as fracas e endividadas economias da Europa e refizeram a arquitetura financeira global?", questiona o FT. 

 

"A resposta mais provável é: ainda não." Para o jornal, o grupo é tão desigual que qualquer generalização é problemática. Assim como uma boy band, os países podem ter sido escolhidos mais por suas diferenças do que similaridades, compara o FT. 

 

Obstáculos

 

A China, membro dominante do grupo, ainda está baseada em um modelo econômico dependente da demanda externa. A Índia é conhecida pelo setor de software e serviços para negócios. 

 

O Brasil, apesar de alguns fabricantes bem-sucedidos, permanece como um dos exportadores de produtos agrícolas mais eficientes. E a Rússia, após algumas tentativas e avanços na diversificação, continua vendendo principalmente petróleo e gás.


A falta de interesses comuns também impede uma política conjunta, apesar das reuniões dos BRICs a partir de 2008, na tentativa de fechar posição sobre questões econômicas. Temas como política cambial, modelo econômico e comércio mostram divergências. 

 

Um exemplo é o câmbio desvalorizado na China, que contraria os interesses do Brasil. "Os BRICs devem reconhecer que, conforme ficam mais ricos e mais poderosos, se amontoar na bandeira de solidariedade de países em desenvolvimento não ajudará nem a eles nem à economia mundial", afirma o editorial do FT, que também trata do tema.

12. Economia russa recua 7,9% em 2009

O Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia apresentou contração de 7,9% em 2009, resultado que mostra os efeitos da crise mundial e da queda nos preços do petróleo sobre a economia do país. Em 2008, a economia da russa cresceu 5,6%.

 

Os dados são preliminares e foram divulgados em 2 de fevereiro pelo Serviço Federal de Estatísticas. As expectativas de alguns agentes financeiros era de contração de 9% no período.

 

No ano passado, os gastos dos consumidores recuaram 8,1% e os investimentos em capital fixo declinaram 18,2%. As exportações líquidas, no entanto, subiram 58%.

Entretanto, a economia russa já volta a crescer, tendo se expandido em 1,9% no 4º trimestre de 2009

A expansão foi maior que a registrada no 3º trimestre deste ano. O número ficou próximo ao previsto pelo Ministério das Finanças.

O PIB da Rússia cresceu 1,9% no quarto trimestre de 2009 na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo dado com ajuste sazonal divulgado em um boletim do governo em 30 de dezembro.


O número ficou próximo da previsão do Ministério das Finanças, que era de alta de 2%, e superou o crescimento de 1,1% visto no terceiro trimestre.


"A realização de medidas anticrise em 2010 vai assegurar uma dinâmica positiva na maioria dos indicadores macroeconômicos", afirmou o documento, que reiterou a previsão de crescimento de 3,1% em 2010. "Há o potencial para rapidamente voltarmos à trajetória de expansão de 5% a 6%.".

 

13. Banco Central da Rússia desce taxas de juro para o mínimo histórico

O banco central russo cortou no final de dezembro as taxas de juro pela décima vez desde abril, descendo-as num quarto de ponto para 8,75%, o mais baixo nível histórico, com o objetivo de impedir as trocas especulativas, e incentivar o crescimento da economia.

As taxas de juro foram cortadas num quarto de ponto. Também as taxas para os empréstimos de um e sete dias foram alteradas de 8 para 7,75 pontos. A última vez que o banco desceu as taxas havia sido em novembro.

As decisões, disse o Banco Central em comunicado, visam "amortecer o impacto dos fatores que limitam a retoma da economia," bem como "tornar mais sustentável a tendência para o crescimento do Produto Interno Bruto". Em abril de 2009, a taxa estava nos 13%.

14. Rússia quer extrair 490 milhões de toneladas de petróleo em 2010

O vice-ministro de Energia da Rússia, Serguei Kudriashov, afirmou em 27 de janeiro que o país planeja extrair quase meio bilhão de toneladas de petróleo em 2010.

- No próximo ano, serão extraídos mais de 490 milhões de toneladas de petróleo. Esse é o número que contemplam o orçamento geral do Estado – afirmou.

Em 2008, a Rússia extraiu um total de 488,5 milhões de toneladas de petróleo e, segundo os dados do Ministério de Energia, para este ano, espera-se um aumento de 0,8%.

- Com base nos resultados dos primeiros 9 meses de ano podemos dizer que conseguimos romper a tendência de redução da extração de petróleo que se observou em 2008", ressaltou Kudriashov.

 

15. Chávez anuncia acordo petrolífero com a Rússia

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse em 2 de abril que seu país criou com a Rússia uma empresa conjunta que investirá US$ 18 bilhões na exploração de um bloco petrolífero.

 

Chávez afirmou, em cadeia nacional de rádio e televisão, que o ministro venezuelano de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, assinou com autoridades russas um convênio para constituir uma empresa mista, que explorará o bloco Junín 6 na faixa oriental do rio Orinoco.

 

Segundo ele, a nova empresa terá 60% do capital nas mãos da estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) e os 40% restantes nas mãos de uma consórcio de empresas russas, entre as quais se incluem a Gazprom e a Lukoil. Chávez disse que para ter acesso ao bloco os russos pagarão um bônus de US$ 1 bilhão.

16. Rússia inaugura oleoduto para vender a asiáticos (EFE)

(EFE) País quer reduzir dependência do mercado europeu.

 

 A Rússia colocou em funcionamento em 28 de dezembro o primeiro trecho do grande oleoduto oriental. Esse empreendimento vai permitir ao país diversificar suas exportações de petróleo, reduzir a dependência dos clientes europeus e aumentar a presença na Ásia e no Pacífico.

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, inaugurou na região de Primorie, no litoral pacífico, o primeiro trecho do oleoduto Sibéria Oriental-Oceano Pacífico (VSTO, em russo).

- É um grande acontecimento para o setor e para esta região, pois o VSTO permite à Rússia aumentar sua ainda insuficiente presença nos mercados da Ásia e do Pacífico.

O Chefe de Governo ressaltou que o "projeto estratégico" foi realizado em cinco anos, apesar da crise financeira. Putin acrescentou que o oleoduto dará um forte impulso ao desenvolvimento do Extremo Oriente da Rússia e permitirá ao país "diversificar as provisões de petróleo".

O projeto do trecho VSTO-1, além da extensão de encanamentos, incluiu a construção de sete estações de bombeamento e do terminal portuário em Kozmino - que atualmente tem uma capacidade de exportação de 15 milhões de toneladas de petróleo anuais.

Putin informou que o custo do VSTO-1 foi de R$ 21,2 bilhões (US$ 12,2 bilhões). Também foram gastos outros US$ 2 bilhões para a construção do porto de Kozmino.

O segundo trecho do projeto, o VSTO-2, prevê a extensão de 2,1 mil quilômetros de encanamentos, a construção de outras oito estações de bombeamento e a ampliação do terminal portuário. Quando o projeto estiver concluído, a capacidade total do oleoduto aumentará para 80 milhões de toneladas de petróleo anuais.

17. Lukoil volta a explorar um dos maiores campos petrolíferos no Iraque.

Um consórcio liderado pelo gigante privado russo do petróleo Lukoil assinou em 30 de dezembro um acordo-quadro com o Iraque, para desenvolver um de seus maiores campos de petróleo.

Este acordo constitui "mais uma das alavancas para ajudar o Iraque", país devastado pela guerra, e vai permitir reforçar a reconstrução da economia iraquiana, indica a Lukoil em comunicado.

"Trata-se de um recurso essencial para que se concretizem os esforços de reconstrução após a guerra no Iraque", refere o acordo assinado entre as partes.

A petrolífera Lukoil ganhou esta licitação, que lhe irá permitir investir e explorar a segunda fase do campo West Qurna, que possui uma capacidade global na ordem dos 12,8 bilhões de barris de crude. O West Qurna é o mais importante dos 15 campos petrolíferos postos a concurso após a guerra no Iraque. Esta última fase para exploração do campo foi licenciada em Novembro passado.

O consórcio planeja produzir 1,8 milhão de barris por dia nos próximos 13 anos, tendo avaliado o preço do barril de crude nos 1,15 dólares.

O campo petrolífero foi descoberto em Agosto de 1973, mas até agora tinha apenas 13 poços perfurados, tendo sido, desde então, parcialmente desenvolvido.

 "Agora, trata-se de desenvolver a sua atividade para que contribua para a recuperação da economia iraquiana", conclui o acordo.

 

18. OTAN e Rússia recuperam relações militares

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a Rússia realizaram ontem em 26 de janeiro em Bruxelas uma reunião entre chefes do Estado-Maior, recuperando suas relações militares que haviam sido suspensas por um ano e meio.

 

Na reunião, o presidente da Comissão Militar da OTAN, Di Paola, e o chefe do Estado-Maior da Rússia, Nikolai Makarov, discutiram cooperações referentes à guerra do Afeganistão, ao antiterrorismo e ao combate a piratas. Os chefes do Estado-Maior dos 28 países membros da OTAN discutiram com Makarov o plano de cooperações militares em 2010. Trata-se da primeira reunião desse nível entre as duas partes desde agosto de 2008, quando tiveram início os confrontos entre a Rússia e a Geórgia.

 

Além disso, a Comissão Militar da OTAN discutiu as ações militares no Afeganistão.

19. Moscou deverá vender armas para a OTAN

A Rosoboronexport, companhia estatal de fabrico de armamento, declarou no final de janeiro que poderá vender armas para a OTAN.

Em 29 de janeiro, o Presidente do Rosoboronexport, Anatoly Isaykin, declarou que “planeja vender armamento russo aos países da OTAN”. Suas declarações vêm na seqüência de um acordo sobre um Tratado de cooperação militar entre a Federação Russa e a OTAN.

Para Isaykin, seria “um passo muito importante” no restabelecimento de laços bilaterais que foram interrompidos depois da guerra com a Geórgia em Agosto de 2008. As partes se reunirão outra vez em maio para finalizar os planos e discutir outros planos de cooperação.

O plano de cooperação para este ano envolve o apoio da Rússia para os planos de Washington em Afeganistão, contra-terrorismo e pirataria e o uso do espaço aéreo russo para trânsito militar.

20. Líbia compra USD 2 bilhões de armamento russo

Vinte caças militares serão entregues á Líbia, em uma operação da ordem de US$ 2 bilhões, incluindo outros armamentos, demonstrando uma nova fase de cooperação entre Moscou e Trípoli.

A afirmação foi feita depois da visita a Moscou pelo Ministro de Defesa da Líbia, General Abu-Bakr Yunis Jaber. Fontes militares citadas pela agência Interfax afirmam que o negócio envolverá 20 caças militares (Su-35, Su-30 e Yak-130), algumas dúzias de tanques T-90, sistemas de mísseis S-300, a modernização de outros 70 tanques e outras armas.

Desde que a Líbia anunciou o seu desejo de terminar seus programas de armas de destruição massiva em 2003, as relações entre Trípoli e Moscou melhoraram substancialmente. Em 2008, numa visita a Trípoli, Vladimir Putin cancelou bilhões de dólares da dívida pré-existente desta nação norte - africana à URSS.

21. Novo tratado 'Start' deve ser assinado nas próximas semanas, diz o Chanceler Lavrov

Prazo do antigo pacto de redução de armas nucleares entre russos e americanos expirou no dia 5 de dezembro

Negociadores da Rússia e dos EUA podem chegar a um acordo sobre a redução do arsenal nuclear de seus países em poucas semanas, informou em 27 de janeiro o ministro das Relações  Exteriores russo.

O comunicado do porta-voz do Ministério, Igor Lyakin-Frolov, deu um forte sinal de que o diálogo para o estabelecimento de um novo Start (Strategic Arms Reduction Treaty, ou Tratado para a Redução de Armas Estratégicas) esteja próximo de se concluir. "Esperamos que leve apenas algumas semanas para nossos negociadores entrarem em acordo", disse o porta-voz.

A Rússia e os EUA estão negociando um pacto para substituir o acordo de 1991, cujo prazo de validade expirou no último dia 5 de dezembro. As partes esperavam fechar o novo tratado antes do fim de 2009, mas as diferenças persistiram e as autoridades não cumpriram o prazo.

Segundo Lyakin-Frolov, as negociações ocorridas na última semana durante a visita do chefe do Estado Maior dos EUA, o almirante Mike Mullen, e do general aposentado Jim Jones, ambos conselheiros de segurança de Barack Obama, deram resultados.

Em Washington, o departamento de Estado informou em 26 de janeiro que os EUA e a Rússia "tiveram um interlúdio produtivo" desde que as negociações pararam, pouco antes do Natal. O porta-voz da entidade disse que as conversas seriam retomadas em seguida.

22. Entregas do Superjet 100 voltam a ser adiadas

A Rússia atrasou ainda mais as primeiras entregas do jato Superjet 100, o primeiro avião de passageiros desenvolvido no país desde a queda da União Soviética, afirmou em 3 de fevereiro o chefe empresa que constrói a aeronave, Alexei Fyodorov, chefe da United Aviation Corporation (UAC), controlada pelo governo russo. Fyodorov disse a repórteres que as entregas serão adiadas para a segunda metade de 2010 ante previsão anterior do primeiro semestre. O prazo inicial era até o fim de 2008. "Estamos agora conversando com a Aeroflot e outros clientes do Superjet para trabalhar com uma nova agenda de entregas", explicou Fyodorov.

 

A UAC é dona da Sukhoi -- mais conhecida por fabricar caças militares -- que está desenvolvendo o Superjet 100 em parceria com a italiana Finmeccanica, grupo italiano de defesa aeroespacial.

 

Fyodorov havia culpado inicialmente os motores pelo atraso, que estão sendo produzidos pela russa Saturn com a francesa Safran, enquanto a francesa Thales desenvolve a aviônica do modelo. Cerca de 100 aviões foram encomendados e a companhia aérea russa Aeroflot é a primeira na fila de espera.

 

O Superjet é um jato regional com capacidade para entre 75 e 95 passageiros. Nos cenários internacionais, ele concorrerá com modelos da brasileira Embraer e da canadense Bombardier, que dominam o mercado.

23. Rússia impõe preço mínimo para a vodca para combater alcoolismo

Consumo per capita de álcool é de cerca de 18 litros / Meta é reduzir índice em 25% até 2012

O governo da Rússia impôs um preço mínimo para a vodca como parte de uma campanha do presidente Dimitri Medvedev para reduzir o alcoolismo no país. A partir de 1º de janeiro, uma garrafa de meio litro de vodca passou a custar pelo menos US$ 3 (pouco mais de R$ 5). O consumo de bebidas alcoólicas na Rússia é elevado - 18 litros de álcool puro per capita por ano.

Ao lançar a campanha no ano passado, Medvedev prometeu reduzir esse dado em 25% até 2012. Segundo ele, o alto consumo de álcool é "uma vergonha nacional”. Combater o consumo do que os russos consideram sua bebida nacional é uma corajosa iniciativa política, levando-se em conta o fracasso de líderes que antecederam Medvedev, disse o correspondente da BBC em Moscou, Daniel Fisher. Da última vez que alguém tentou aplicar medidas com essa finalidade, a Rússia ainda era parte da União Soviética.

Há 24 anos, o dirigente soviético Mikhail Gorbachev reduziu drasticamente a produção de vodca e proibiu a venda da bebida antes das 14h. A venda de perfumes só era permitida depois do meio-dia, pois algumas pessoas começaram a beber o produto para absorver o teor alcoólico. Oficialmente, muitas vidas foram salvas e a incidência de alcoolismo diminuiu, mas com isso também houve uma redução da arrecadação do governo com o produto. A popularidade de Gorbachev também foi afetada. 

Especialistas, contudo, têm dúvidas sobre a eficácia da campanha de Medvedev. "Esta lei não é a solução, é apenas um pequeno passo, embora positivo, na luta contra o alcoolismo", disse a médica Elena Igorevna, do Centro Científico para o Abuso de Substâncias, em Moscou."Eu acredito que todos os problemas precisam ser enfrentados de maneira ampla. Eu acho que o consumo de bebidas alcoólicas é uma questão de importância nacional."O problema para Medvedev é que, historicamente, todas as vezes em que a Rússia tentou combater o consumo excessivo de álcool, houve um aumento da venda de bebidas ilícitas. Especialistas estimam que a vodca produzida clandestinamente, durante a noite, em destilarias legalizadas, responde pela metade de todo o produto consumido pelos russos. E ela pode ser encontrada pela metade do preço mínimo estabelecido nesta sexta-feira pelas autoridades russas. Esta bebida clandestina contribui muito para milhares de mortes anuais por intoxicação por álcool, registradas na Rússia.

24. São Petersburgo supera Veneza, e cresce como destino turístico (EFE)

24. São Petersburgo supera Veneza, e cresce como destino turístico

(EFE).- São Petersburgo, a antiga capital imperial russa, entrou definitivamente na lista das grandes cidades turísticas européias ao superar Veneza, na Itália, em número de visitantes estrangeiros. "São Petersburgo está cada vez mais na moda e já se encontra no mesmo grupo de outras cidades com melhores conexões como Praga, Viena e Amsterdã", assegurou à Agência Efe Serguei Kornéev, vice-presidente da União da Indústria Turística da Rússia (UITR).

Segundo os últimos dados da Organização Mundial de Turismo (OMT), a antiga capital dos czares recebeu mais de três milhões de turistas estrangeiros em 2009, números parecidos com os da UITR. "Superamos Veneza em número de visitantes procedentes do exterior", celebra Kornéev.

Dessa forma, São Petersburgo é a 12ª cidade européia mais visitada, cada vez mais perto de Viena, Praga e Amsterdã, que receberam no ano passado entre três e quatro milhões de visitantes. Caso a tendência seja mantida, a segunda maior cidade russa poderá superar em poucos anos a capital. Moscou carece do encantamento de São Petersburgo, mas possui a Praça Vermelha e o Kremlin, coração político, histórico e cultural do país. Tradicionalmente, São Petersburgo foi, desde sua fundação em 1703 por Pedro, "o Grande", a cidade mais européia da Rússia, mas teve graves problemas, como falta de segurança, fraca infra-estrutura hoteleira, pobres sistema de transporte e excesso de burocracia. Apesar do dramático impacto da crise na economia russa, os problemas foram em grande medida minimizados durante os últimos dois anos, através de grandes investimentos dos Governos local e central. "O número de crimes cometidos contra turistas é bem menor que no resto de cidades turísticas européias, incluindo Paris. A segurança já não é um problema", apontou Kornéev sobre a cidade que já foi conhecida como a "capital criminal" da Rússia. Quanto aos hotéis, em 2009 foram habilitados mais de dois mil novos quartos, embora seu preço continue sendo quase inacessível para o turista com renda média. "Como os hotéis são tão caros, os turistas cortaram sua estadia de três dias e meio a menos de três dias", apontou Kornéev, que diz que isso não afetou o aumento no número de visitantes.

Também melhoraram significativamente as facilidades que a cidade oferece ao turista em forma de quiosques de informação no centro da cidade com mais empregados que falam inglês, além de um maior número de indicadores em alfabeto latino. Contudo, o que deixou de afugentar os turistas é o fato de que os trâmites burocráticos que quase não tinham sido modificados desde a época soviética tenham sido simplificados nos consulados russos de todo o mundo. "Os turistas já não só vêm para visitar os museus e palácios dos czares, mas agora viajam para São Petersburgo expressamente para percorrer seus canais e dar passeios românticos", indicou. O rio Neva, que divide a cidade em várias partes com seus diversos canais, que aproximam São Petersburgo de Veneza e Amsterdã, impediram os planejadores de São Petersburgo de fazer muitas linhas de metrô, o que não deixa outra opção ao turista senão andar. "Cada vez temos mais turistas sozinhos, que viajam após fazerem suas reservas pela internet", comentou Kornéev, que frisou que a UITR mantém atualmente conversas com grandes portais para que ofereçam mais informação sobre São Petersburgo.

Em uma decisão sem precedentes, o museu do Hermitage, um dos mais visitados do mundo, adotará em breve um preço comum para visitantes russos e estrangeiros a pedido da indústria turística nacional. Kornéev explicou que os estrangeiros que visitam o museu sempre reclamaram da discriminação em relação aos russos diante da exigência de que paguem muito mais por uma entrada no Hermitage. "Em nenhum outro lugar existe essa prática", acrescentou Kornéev, e cifrou em 200 mil o aumento no número de visitas registrado no museu em 2009.

Entre as principais atrações turísticas de São Petersburgo estão seus museus, os palácios de descanso dos czares, seus canais, o cruzeiro Aurora, cujo tiro de canhão deu começo à tomada do Palácio Real em 1917 e seus teatros musicais e de balé. Em todo caso, São Petersburgo, que foi a capital russa entre 1713 e 1918, ainda está longe de outras cidades européias, como Paris e Londres, que lideram a lista com mais de 15 milhões de visitantes anuais.

                                                            (com as Agências de Notícias “Voz da Rússia”, Itar-Tass e “RIA-Novosti”)

Última atualização em Qua, 31 de Março de 2010 17:33
 

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