BRICS - O pós-Bretton Woods?

Alexander Zhebit

A criação de um novo instrumento financeiro internacional, que finalmente saiu do papel na capital cearense, como principal resultado da VI Reunião de Cúpula do Brics, responde ao estupor, em que se encontram os mecanismos financeiros internacionais, na esteira da crise financeira mundial de 2008. Uma reforma do FMI, brecada desde 2010 pelos detentores dos pesos majoritários do capital desta instituição, foi uma das fortes motivações para que os “insatisfeitos” lançassem uma iniciativa arrojada e mais do que necessária, devido à falta de progresso na reformulação dos mecanismos existentes da governança financeira internacional.

A verdade por detrás do abate no voo MH17

Prezados Amigos,

Escrevo a vocês aqui não como presidente da Câmara Brasil-Rússia, mas como cidadão brasileiro e “do mundo”, que desenvolveu algum discernimento sobre as questões geopolíticas atuais, não apenas por minha formação como advogado especializado em Direito Internacional, mas principalmente por vir atuando na área de Comércio Exterior desde 1984, naquela época ainda com apenas 20 anos, e em atividades com a Rússia a partir de 1988 (desde a URSS, residi em São Petersburgo por 4 anos).

Comentário – Gazprom, Rosatom e a Rússia

(em desdobramento ao artigo escrito por mim em 10.03.2014, A Nau Russa Seguirá em Frente)

O mundo inteiro ficou impressionado com a assinatura do contrato entre Rússia e China para o fornecimento de gás natural, publicado com amplo destaque por todos os canais da mídia internacional. O Presidente Putin demonstrou à cena global o estrategista que é, e que não ficaria refém da Europa, e das retaliações que vêm sendo propostas pela União Europeia e EUA. O termo assinado entre a Gazprom e a CNPC, com endosso dos líderes da China e Rússia, também expõe claramente que a China pouco se importa com a proposição de sanções por parte do Ocidente, e seguirá cuidando dos seus próprios interesses, e a proximidade da Rússia como parceira estratégica é fundamental ao desenvolvimento contínuo de sua economia e produção industrial.

Sanções à Rússia: “Os equívocos feitos pela União Européia e EUA”

The Saker, The Vineyard of the Saker
http://vineyardsaker.blogspot.com.br/2014/08/you-wanna-be-uncle-sams-bitch-pay-price.html

Caros amigos,

Fiz uma pausa na minha vida no espaço ‘de carne e osso’, para comentar a grande novidade do dia:[1]

– A Rússia está proibindo, por 12 meses, todas as importações de carne de boi, de porco, frutas e legumes, carne de frango, pescado, queijos e laticínios em geral, da União Europeia, dos EUA, da Austrália, do Canadá e do Reino da Noruega, para a Rússia. A Rússia também fechou o espaço aéreo para linhas europeias e norte-americanas que sobrevoem [seu] espaço aéreo para o leste da Ásia, a saber, a Região do Pacífico Asiático, e está considerando mudar os pontos chamados de entrada e saída do espaço aéreo russo, para voos europeus, agendados e charter.

A “Nau Russa” Seguirá em Frente

Desde a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sotchi, há duas semanas, estou para escrever a respeito de minhas últimas impressões sobre aquele país, com o qual tenho o prazer de trabalhar desde 1988. Cheguei lá praticamente de “calças curtas”, como pequeno empresário de comércio exterior (atuava exportando café solúvel e achocolatados), a convite do governo da ainda chamada “Leningrado”, rebatizada de São Petersburgo desde o final da URSS, em 1991.

Crise Geopolítica Global – Rússia, Ucrânia e o Brasil

"GUERRA E DEPRESSÃO"

O móvel da oligarquia financeira para desencadear guerras em grande escala, bem como conflitos localizados, é ganhar mais poder, subordinando países e regiões ao império e enfraquecendo os que poderiam conter essa expansão. 

2. Na 1ª e 2ª Guerras Mundiais, respectivamente França versus Alemanha e Alemanha versus Rússia (União Soviética), as potências angloamericanas só se engajaram com intensidade, no final, para ocupar espaços, estando aqueles contendores desgastados.